H-I-L-Á-R-I-O
Sabe aquele livro que você não consegue largar até o final? E também aquele que faz você dar altas gargalhadas, e quem mais estiver no recinto com você, acreditar que possui problemas sérios de sanidade mental? Pois bem, "Como quase namorei Robert Pattinson" é um exemplo perfeito para isso.
Simples, emocionante, fofo, engraçado e muito BRASILEIRO.
Duda tem 19 anos, estuda na PUC-RJ e mora com a irmã, Susana, e as amigas, Margô e Lisa. Ela podia ser um típica garota carioca, só que ela não é. Duda é fascinada pela série Crepúsculo, acha que Robert Pattinson é a coisa mais linda que já andou pela face da terra, todos os livros são simplesmente magníficos e nenhum homem, nenhunzinho vai algum dia sequer se comparar com Edward Cullen.
Ela embarca com as amigas para morar 6 meses na Cidade que Nunca Para, vulgo Nova York, para estudar inglês. E claro, que leva os livros da saga bem guardados em sua mala. As garotas alugam um apartamento bem decorado no Upper East Side e começam logo a estudar numa escola de línguas para estrangeiros.
Duda fica amiga do espanhol, Pablo, com quem possui grande afinidade, mas ela não consegue ver nada além disso, enquanto o garoto, coitado, acaba gostando mesmo dela.
Após um grave incidente com seus livros, ela os tranca no cofre eletrônico e não faz ideia da senha. Louca por ter perdido suas preciosas Biblias, Duda vai até o apartamento do vizinho, pedir se ele conhece a senha. E tchantchantchan, ele é, somente, a cara do astro da Saga Crepúsculo, exatamente igual a Robert Pattinson. E o resto, como você pode imaginar é história.
Vou falar a verdade, eu me surpreendi muito com esse livro e de um jeito positivo. Primeiro, porque eu jurava que era menor, não 464 páginas. Segundo, porque eu não parei de rir um instante. Terceiro, a narrativa flui de forma fácil e rápida, quando você vê já leu 100 páginas e ainda quer mais. Quarto, o livro me deixou com orgulho e bem feliz de ser brasileira, tipo o jeito da Duda de lidar com as coisas e as citações que ela faz, como por exemplo lembrar da música da Elba Ramalho, do Programa do Jô, Vinicius de Morais, e claro, o "jeitinho" bem brasileiro de ser.
Sou muito acostumada a ler só livros estrangeiros e ler algo nacional me deixou feliz e eu adorei. Para você ter noção, eu me identifiquei muito, muito mais com a Duda, do que com qualquer outra personagem fictícia.
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