Muitos de nós gostariam de voltar no tempo e viver em outra década, pois acreditam que aquele período foi de alguma maneira melhor que o atual. Para Gil Pender (Wilson), o personagem principal de "Meia-Noite em Paris" essa Síndrome da Era de Ouro é algo comum em seu cotidiano. Durante uma viagem para Paris com sua noiva Inez (McAdams), ele acaba entrando num mundo paralelo, em que toda meia-noite numa esquina, um antigo Peugeot para e o leva para 1920, época das artes na Cidade Luz.
Ernest Hemingway, T.S Eliot, F.Scott e Zelda Fitzgerald, Gertrude Stein, Pablo Picasso, Luis Bunuel, Salvador Dali, Matisse, William Faulker - todos os grandes escritores, os tubarões da literatura americana e os mais renomados pintores do século XX. Para quem conhece literatura e artes, uma verdadeira fantasia.
A questão central da história é que Gil, deseja escrever um romance e por meio de suas visitas aos anos 20, ele consegue a critica de Gertrude Stein, faz amizade com Hemingway, conhece Picasso, pode presenciar de perto a mente conturbada de Dali e claro se apaixonar por Adriana, uma moça parisiense que deseja trabalhar com Coco Chanel e foi amante de Modigliani e Picasso.
A fantasia dos Anos Áureos se torna uma realidade melhor do que a sua própria e com o passar dos dias e seu romance vai se desenvolvendo, Gil percebe os defeitos de sua noiva e acaba se conhecendo melhor, o que o leva a tomar a melhor decisão de sua vida (minha opinião), morar em Paris.
O que torna a história do filme interessante mesmo são as personagens históricas retratados, a noive de Gil é uma chata, assim como os sogros dele, e Paul, um amigo de faculdade de Inez (o cara acha que sabe tudo, e na verdade erra um monte de questões históricas, como por exemplo, que Camille Claudel era esposa de Rodin, enquanto ela nunca passou de uma amante).
Porque "Meia Noite em Paris" é um dos meus filmes preferidos? Anos 20 em Paris. Muito Simples.
Assim como o Gil, sou louca pela época e por todas as pessoas que um dia sequer chegaram a viver no periodo. 1920 em Paris deve ter sido fantástico, maravilhoso.
Muitas dessas minhas opiniões se devem a lida do livro "Paris é uma Festa" de Ernest Hemingway, e muitos, muitos documentários sobre a vida do ganhador do Noble de Literatura, F.Scott Fitzgerald, seu melhor amigo e autor de "O Grande Gatsby". As maiores mentes do século XX viveram em Paris nessa época, num verdadeiro brainstorming, que pode até ter começado na capital francesa, mas tomou forma e influenciou o mundo inteiro.



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