A escolha - Nicholas Sparks
Sempre tive certo preconceito com os livros do Nicholas Sparks, achava que tinha uma formula pronta, história de amor com momentos de tristeza, tudo em cidades pequenos da Carolina do Norte. E devo dizer que "A escolha" não foge deste perfil.
Li o livro mais porque a minha mãe pediu (implorou para ser mais exata) do que por vontade própria. Já tinha lido "The Last Song" e achava que não precisa ler mais nada dele para saber onde termina e onde começa a história.
No fundo, as histórinhas são bonitinhas e para leitoras compulsivas de romances (hello mommy!) é uma ótima pedida.
Travis Parker é o veterinário da cidade. Além de bonito e simpático, ele é louco por adrenalina.
Gabby é uma assistente médica numa clinica pediatrica. Inteligente, espirituosa e estressada.
A cachorra de Gabby, Molly, aparece grávida e para ela a única resposta para isso é o cachorro de seu vizinho, que anda sem coleira pela região. Irritada por sua border collie estar grávida de um boxer, e os filhotes possivelmente sairem feios, Gabby vai tomar satisfações com Travis.
Depois dessa discussão, ela decide levar a cadela num veterinário para se certificar de que Molly esta grávida. E Tchanrã, Travis é o veterinário.
A primeira parte da história é narrada sob o ponto de vista das duas personagens principais e mostra como eles vão se conhecendo e se apaixonando. Devo dizer que é bom fofinho ver como eles começam a se gostar.
A segunda parte, que é daí que vem o nome (clichezão por sinal), se passa 10 anos depois, quando Gabby esta no hospital em coma e Travis precisa decidir se desliga ou não as máquinas que a mantem viva. Essa é a parte mais maçante da história, onde o Nicholas Sparks tenta dar uma pitada de realidade dramatizada. Mostra as complicações de ter um parente em coma, como o Travis tentar lidar com isso, ao mesmo tempo que precisa cuidar dos filhos, do trabalho e da casa.
É um livro bem romance Nicholas Sparks, formula pronto, basta ler e acreditar. Não estou dizendo que é ruim, apenas comentando que todos se assemelham demais, variando apenas com o final (um termina bem, o outro não) e etc.

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