11 de fevereiro de 2012

Mudo e em P&B


O Artista
Sensível, essa é a melhor descrição para o longa-metragem "O Artista", indicado a 10 categorias no Oscar 2012.
Após ler uma matéria na Folha de S. Paulo e a minha professora de português comentar sobre o filme, eu fiquei com muita vontade de assistir. E a minha razão era bastante simples, queria algo DIFERENTE.
A proposta de "O Artista", dirigido pelo francês Michael Hazanavicius é trabalhar com o formato dos filmes antigos, e mesmo assim trazer um toque de personalidade para a história. A trilha sonora dá conta de suprir a falta de falas dos atores e as atuações são fantasticas, você cria as falas na sua cabeça. Achei extremamente inteligente e fofo o filme, daqueles que te marcam e que se sobressaem.
A história é bastante simples, George Valentin é um galã do cinema mudo, contudo conforme os filmes falados começam a surgir, ele perde seu espaço para novos artistas, como sua púpila Peppy Miller. 


O cachorrinho da história, provavelmente você o viu no tapete vermelho do Globo de Ouro, é uma graça e um dos pontos mais bonitinhos da história. O cenário é muito bem criado, e repetindo só mais uma vez, a Trilha Sonora é sensacional!
Achei bem interessante a maneira como foi trabalhado a questão do cinema falado e do cinema mudo, como  quando George descobre que os filmes terão falas e se recusa a participar disso, de repente tudo tem som, o copo que é colocado na mesa, a pena que cai no chão, as figurantes que dão risada, tudo menos ele.
Num mundo como o nosso, em que 3D virou sinônimo de filmes com muitos efeitos especiais e que um filme só é considerado bom se tem um ator bonito, "O Artista" retoma a essencia do cinema e trabalha com muita sensibilidade uma história que pode parecer simples, mas que com o capricho certo pode se tornar inesquecivel.

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